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Invente-se

Li outro dia que o homem deve ser inventado a cada dia, que um homem sensato pode apaixonar-se como um doido, mas não como um tolo. Todos os dias você tem aquela ordinária chance de ser idiota e suas experiências te explicam como fazer isto muito bem feito, maldito livre-arbítrio. Se é certo o que penso fazer, não sei, pode ser mais uma situação onde me vejo obrigado a parar e rever os próprios conceitos uma vez mais. A verdade é que o último dos apaixonados acreditava que o seu amor pela mulher vida era essencialmente puro, sincero e cúmplice de sua amada. O amor para mim assim como a loucura, tem vários pontos de vista, cada um se apóia naquele que for mais conveniente, daí as tantas experiências. Posso ser louco para alguns mas nada impede de apoiar na bengala do amor para justificar meus atos. Não posso exigir o amor de ninguém, mas posso apenas dar boas razões  para que gostem de mim se é assim que se representa no teatro do bem amar. Prefiro pensar que para tal sentimen...

Não me explico, Optei por sentir

A sombra do meu falso senso de responsabilidade espero encontrar uma paz de espírito que me ensine, fortaleça e ative minha vontade de seguir em frente. Digo que minha vontade de fazer diferente não se faz sólida por si só mas já é dura o suficiente pra me fiscalizar e exigir o estado de alerta que nunca estamos em condições de atingir.  É como se a própria experiência de vida nos aprontasse a mais irritante e repetitiva das pegadinhas.Estranhamente preparo minha mente pra lidar com ilusões e achismos que só me fazem aproximar de quem pouco acredita que é capaz de ser diferente.Talvez ai se encontre a graça. Eu me lembro desta época que diziam que se eu deixasse tudo pra trás, eu ficaria sozinho. Algumas vezes eles podem esquecer, esquecer simplesmente o que você tem mas às vezes, não podem esquecer-se de que optei por ser eu mesmo. Na escolha de se fazer o que sente, sem hesitar, quero fazer aquilo que acredito e ser independente ao menos por esta noite. 

Brindemos

Brindemos !!! Acredito que quando terminamos lembramos como começamos. Neste ano, procurei ser mais paciente, me envolver menos, tomar uma grande atitude, cativar alguem com alguma qualidade minha, não voltar com a palavra, pensar mais de duas vezes. Fiz algumas, ainda não consegui outras. Não quero me fazer de moço bom, mas deixo a vontade aqueles que gostam de fazer papel de juizes do conhecer contanto que se lembrem: também tenho o direito de ser idiota. Que o próximo ano seja um reflexo do sucesso que nos aguarda, que a felicidade ganhe novo significado no nosso dicionário; que nossa religião continue nos confortando e sejamos felizes a nossa maneira. Um brinde aos nossos defeitos, as nossas conquistas, a nossa saúde, as nossas atitudes de cada dia do ano novo que vem chegando.                                                        ...

fale de tudo

Em números redondos, estimo que 20% de tudo o que se diz no mundo é conversa funcional, é ordem, pedido, informação, declaração. É a palavra ligada a fatos, proveniente de fatos e influindo sobre eles, de modo imediato e demonstrável. Seu modelo é a ordem do comandante do veleiro, palavra logo seguida de execução, palavra interposta a fatos, ligada a eles e ligando-os entre si. Os 80% restantes de todas as conversas do mundo não passam de conversa fiada.  Trata-se de falar por amor a conversa, de falar por falar, de papo. Da conversa fiada vejo que a mesma pode ser dividida em duas partes iguais: 40% é fofoca e 40% é afirmação de preconceito. Estaria eu dizendo que o outro fez coisas contrarias aos bons costumes estabelecidos e por isto é um malandro, um canalha, um sacana. Ou estaria afirmando que sou muito bom, que tenho coisas lindas e invejáveis, que o que eu faço penso e digo esta tudo na direção das mais altas aspirações do grupo com o qual estou falando.

Construindo um nome

Nas circunstâncias que me encontro, vejo que ao menos meu nome ainda me pertence. Sempre acreditei que seria mais um dos muitos Victor Hugo que por ai existem. Não muito igual e nem tão diferente. Sei que na história do meu nome, um poeta francês,dramaturgo e novelista de estilo romântico escreveu a primeira página, minha mãe sempre lia e a dedo escolhia. Só que de francês não tenho nada, sou ''mineiramente'' goiano e só faço drama com minha própria história para criar identidade própria, mas prefiro fazer da minha identidade o cartão de boas vindas do meu caráter. Minha boa vontade e paciência são minhas únicas armas na diária luta contra a rotina e frieza do sistema que dilacera minha reputação e fortalece minha vontade de querer fazer diferente. Um texto que gostei muito e gostaria de compartilhar com vocês! As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você ...

Reconciliação

Não me sai da cabeça muitas coisas... Venho assumindo compromissos que me fazem acreditar que os problemas podem ser muito pequenos se comparados com o aprendizado que tenho. Venho gostando da idéia de ser solteiro! Precisava curtir minha presença, minha companhia... Mas percebi que estou querendo mudanças tão rápidas que me fazem correr o risco de não acompanhar. Tenho pressa para ser feliz.  Ser paciente pra mim é a mais singela prova de respeito a própria história de vida. Também não tenho a ingenuidade de acreditar que terei maturidade compatível com meu sucesso se não passar a dar valor na confiança, respeito e consideração que minha família e amigos depositam diariamente em meu nome. Quem dera fosse menos complicado me cobrar menos, sinto que não tenho o direito de errar, baixar a guarda já não vale mais porque estou refém do tempo, complicado e curto tempo.  Sempre digo que minha felicidade é questão de tempo, nada mais justo que ser pacientemente compreensível co...

Individual a minha maneira

Me atrevo a dizer que estou vivendo a época mais feliz de minha vida. Época boa essa de testar meus próprios limites e viajar com todo tipo de assunto que todo tipo de pessoa se sente na vontade de falar. Quanto mais faço novos amigos mais motivos tenho para não sentir falta da época em que depressão não era apenas uma opção de gente sem graça e pessimista. Enterrei 3/4 de timidez e escondi 1/4 da insegurança que me limitava e me empobrecia o espírito.Não que pra muitos isto seja um desafio mas para essa mesma grande "maioria" difícil é ter a empatia necessária para estender a mão da boa vontade.  Mudar por quê?para quem? Mudei para mim, tirei a fatia do excesso e compensei a fatia da falta. Dolorosamente simples assim. Por mais que isto aparente ser uma atitude vencedora prefiro pensar que sou mais um sobrevivente do massacre da indiferença e aprendi a fazer escolhas. Posso dizer que escolhi o aprendizado de duas mãos e fiz da individualidade a minha senh...