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Individual a minha maneira

Me atrevo a dizer que estou vivendo a época mais feliz de minha vida. Época boa essa de testar meus próprios limites e viajar com todo tipo de assunto que todo tipo de pessoa se sente na vontade de falar. Quanto mais faço novos amigos mais motivos tenho para não sentir falta da época em que depressão não era apenas uma opção de gente sem graça e pessimista. Enterrei 3/4 de timidez e escondi 1/4 da insegurança que me limitava e me empobrecia o espírito.Não que pra muitos isto seja um desafio mas para essa mesma grande "maioria" difícil é ter a empatia necessária para estender a mão da boa vontade.  Mudar por quê?para quem? Mudei para mim, tirei a fatia do excesso e compensei a fatia da falta. Dolorosamente simples assim. Por mais que isto aparente ser uma atitude vencedora prefiro pensar que sou mais um sobrevivente do massacre da indiferença e aprendi a fazer escolhas. Posso dizer que escolhi o aprendizado de duas mãos e fiz da individualidade a minha senh...

O jogo continua

Embora falar de política esteja em alta, não sai de moda usar qualquer meio de comunicação para expressar o que se pensa. Também não sai de moda falar mal de candidatos de nomes engraçados com números diferentes e textos tão iguais. Entre musiquinhas e paródias todos querem se diferenciar em propostas e de alguma forma personificar  a esperança de um Brasil um pouco melhor para eles mesmos. Pior do que falar de política é falar com quem odeia política. Confesso que me falta paciência para com os apolíticos politicamente corretos.  Combatem abstrações que nem mesmo conseguem argumentar. A verdade é que falar em lei não está na moda, tolerância zero não faz bem ao espírito tropical e ao coração bondoso do brasileiro. Enfraquecemos a lei todos os dias e cobramos que a mesma nos proteja...Não temos a cultura de que cada um é defensor da lei. É evidente que a indignaçao ficou insuficiente, o escândalo está demoralizado, a vergonha está cansada, não existe ...

Reconquiste-se

Todos os dias quero novos motivos pra me alegrar, me divertir, me decepcionar, quero motivos para viver. Não me agrada uma vida baseada na mesmisse, na personalidade dissimulada, fria e calculista que a pura engenharia me impõe. Quero mesmo é me misturar, me comunicar, falar besteira e me envolver com alguem o suficiente para sentir falta desse tempo de escrever minhas histórias. Confesso que nem sempre me envolvo com as pessoas certas, mas sei que as conheço na hora certa. Não faço questão de ter muitas mulheres, bom mesmo é se sentir o homem de poucas. Só que não me prendo apenas a esta idéia que codifica minha personalidade. Tenho o direito de ser humano e querer preencher o imenso ego masculino da insatisfação amorosa. Se sempre soubessemos quem queremos nunca estaríamos procurando, selecionando, reclamando e pontuando a lista que ninguem consegue preencher. Aliás, se for perfeita demais, já perde a graça, onde está a emoção de se conquistar a mesma mulher todos os dias? Só que o ú...

Vital idiotice

Todo dia tenho motivos para acreditar que a  idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Melhor seria, deixar a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, catástrofes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore aquele comentário desnecessário daquela pessoa mais chata que você conhece. Pense que ele tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de relacionamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e ponto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas é incapaz de rir quando vacila? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a...

Incômoda Felicidade

Incômoda felicidade ou felicidade incomoda mesmo? Não precisa ler duas vezes para tentar acompanhar o que já está definido no discinário.Incômodo: Que causa inquietação: questão incômoda. Mas temos a definição de qual felicidade? a de ontem ou a de hoje? Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos fizesse sentir como verdadeiros campeões. A felicidade demandava "sacrifício". Procure fotos antigas, veremos que a felicidade de nós homens estava ligada à ideia de "dignidade", vitória e propaganda de um homem poderoso. Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. A verdade é que é impossível ser feliz como nos anúncios da perdigão, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desg...

Um signo de duas caras

As máscaras se tornam inevitáveis pela própria vida, que é explosão de forças desordenadas e violentas, e por isso, é sempre incerteza e perigo.Seria eu um geminiano de duas caras? Seria um tipo de fardo astral que consegue descrever pessoas perigosas e imprevisíveis?  Meu próprio signo do zodíaco me fez pensar de forma ingênua por um bom tempo. Bons tempos aqueles. Tempo que a gente se defendia por pura e simples força de vontade. Resolvi ser otimista e pensar de outro jeito. Afinal, tenho duas caras? Digo que sim...digo que sou moleque, camarada, um victor que mesmo fazendo piadas cretinas só quer arrancar o sorriso de alguem. Vai ver é ai que mora o perigo. Perigoso ser mais humano, mais amigo. O outro, é o mais sério, é o victor filho de pais conservadores, o victor que estuda, que lê muito, talvez o mais chato, o victor profissional... Talvez seja utopia acreditar que tenhamos um lado fe...

O prazer é meu

Meu cartão de visitas, meu primeiro post... Pouca espectativa quero aqui depositar. Fui convencido de que importante é sistematizar o pensamento, desenvolver o senso crítico e com issu produzir o conhecimento. Não quero aqui fazer propaganda de um blog onde apenas os "bons" tem hora e vez. Longe de mim. Aliás, não passo de um cara que mais parece menino que tenta falar como homem. Um graduando em engenharia que apenas quer fugir a regra, sair da média, usar o errado e modesto português para fazer alguem pensar, se possível concordar: é bom argumentar. Faço minha opinião se tornar meu texto, minhas palavras meu expressar sem voz, meus pensamentos suas vírgulas e minha personalidade suas entrelinhas. Posso ser tudo o que pensam, mas nem sempre serei tudo o que dizem. Prefiro ser muito mais do que imaginam e ser aquele que vai provocar em você a surreal sensação de conhecer alguem de dentro para fora.